Como agir diante de convulsões

21 janeiro 2026

As convulsões são situações que, apesar de muitas vezes breves, podem gerar medo e incerteza em quem assiste. Saber reconhecer os sinais e atuar corretamente faz a diferença para a segurança da pessoa e para uma resposta mais tranquila e eficaz.



O que é uma convulsão?

Uma convulsão resulta de um distúrbio temporário no funcionamento do cérebro, provocado por descargas elétricas anómalas entre as células cerebrais, podendo gerar contrações musculares involuntárias, com movimentos desordenados, desvio do olhar e tremores generalizados 
Este episódio, usualmente cessa em poucos minutos e poderá ainda ser acompanhado de salivação intensa, “espumar pela boca”, mordedura de língua, estado de inconsciência e/ou relaxamento.



Quais podem ser as causas?

As convulsões não são uma doença em si, mas um sinal clínico que pode surgir associado a diferentes situações, como:
. Epilepsia, sendo a causa mais frequente
. Traumatismo Crânio-Encefálico
. Acidente Vascular Cerebral (AVC)
. Lesões cerebrais
. Hipoglicemia
. Hipertermia
. Intoxicações
. Hipóxia (falta de oxigénio)
Por isso, cada episódio deve ser avaliado no seu contexto, especialmente quando ocorre pela primeira vez.



Como identificar? 

. Alguns sinais e sintomas comuns incluem:
. Perda súbita da consciência
. Movimentos involuntários de parte ou de todo o corpo
. Maxilares cerrados
. Mordedura da língua
. Após acordar, a vítima recupera a consciência, mas poderá apresentar-se desorientada com sonolência e sem memória do episódio, que gradualmente vai recuperando.



Como agir?

O melhor primeiro socorro é evitar que a vítima se magoe durante todo o episódio, que normalmente demora apenas alguns minutos.

Deves:
• Manter uma atitude calma e segura;
• Evitar traumatismos associados - desvia objetos que possam cair na vítima e
protege o crânio da mesma;
• Se possível, alivia roupas justas - ex: colarinho, gravata, cinto;
• Não introduzas dedos ou objetos na cavidade oral da vítima durante ou após a convulsão;
• Regista partes corporais envolvidas na convulsão, duração a crise e, se existir
repetição, regista também o tempo de intervalo entre as convulsões.
 


O que fazer após a convulsão?

Após o episódio:
• Mantém as condições de segurança e a utilização de EPI’s (equipamento de proteção individual);
• Mantém uma atitude calma e segura;
• Avalia o estado de consciência da vítima:
. Verifica se a vítima respira eficazmente
. Se estiver inconsciente e a respirar normalmente coloca-a em posição lateral de segurança (PLS). Sabe mais aqui: https://renata.pt/pt/noticia/2021/sabes-o-que-e-a-pls-posicao-lateral-de-seguranca
Se não estiver a respirar eficazmente, liga 112 e inicia de imediato manobras de Suporte Básico de Vida.
• Faz uma avaliação geral, com especial atenção a sinais de hipoglicemia e hipertermia;
• Ativa o 112, especialmente se:
  • A convulsão durar mais de 5 minutos
  • Existirem crises repetidas
  • For a primeira convulsão conhecida
  • A recuperação não for adequada


Situações como estas reforçam a importância do acompanhamento clínico adequado, da educação em saúde e de uma resposta informada sem alarmismos, mas com responsabilidade.

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